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Medicinas Não Convencionais -
Naturopatia
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Escrito por Carlos Ventura
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Quarta, 02 Julho 2008 17:44 |
in revista Natural BeijaFlor 2006 setembro TELEMÓVEL,
BRINQUEDO PERIGOSO
Hoje em dia, quem não tem telemóvel? Se
pensarmos em toda a gente que conhecemos, temos de fazer um esforço para
descobrir alguém que ainda não tenha. Mas este fenómeno avassalador é
recentíssimo. Há quinze anos provavelmente nenhum de nós e só raros dos nossos
conhecidos o tinham. Eram objectos caríssimos, incómodos, pesados, do tamanho
de bolsas de mão e que só comunicavam entre eles - e tudo isto limitava imenso
o seu uso e o número dos seus utilizadores.
Mas em poucos anos ficaram disponíveis
modelos baratíssimos, do tamanho de caixas de fósforos, capazes de falar com
toda a rede de milhões de telefones fixos e móveis em todo o mundo e que
acrescentam à função de telefone muitas outras (mensagens escritas, agenda,
calculadora, despertador, máquina fotográfica, Internet, rádio, televisão, etc).
Os portugueses, fascinados por gadgets e pela conversa fiada (é o termo, porque
a generalidade dos clientes fala primeiro e paga depois), são campeões do uso
dos telemóveis. Horas e horas de conversação despreocupada, principalmente
entre os jovens, dependentes do telemóvel a todas as horas do dia e da noite,
que transportam encostado ao corpo e com o qual dormem à cabeceira... Desde a
escola primária que as crianças se tornam inseparáveis do brinquedo. E as
suspeitas que a sua utilização intensiva envolve? Os próprios fabricantes
alertam para o uso prolongado, principalmente entre os mais jovens (cujos
órgãos estão ainda em formação), mas os utilizadores são os menos interessados
nesses avisos. As marcas agradecem este desinteresse. Negócio é negócio.
Que continuará a haver cada vez mais problemas
do sistema imunológico já todos sabemos. Oxalá este uso desvairado do telemóvel
não traga também nos anos próximos um aumento brutal de problemas cerebrais e
na caixa craniana, inclusivamente degenerativos.
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