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Escrito por Carlos Ventura
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Quarta, 02 Julho 2008 21:35 |
in revista Natural BeijaFlor 2008 abril
Ó MAL SALGADO, QUANTO DO TEU SAL SÃO LÁGRIMAS DE PORTUGAL!
Não vem mal ao mundo eu aproveitar o poema Mar
Portuguez/Possessio maris, da segunda parte da Mensagem de Fernando
Pessoa, para falar do sal português (de caminho fazendo Pessoa dizer mal em
vez de mar...).
Sim, pode dizer-se que em Portugal o sal é um mal. Senão
vejamos. Em Inglaterra, as autoridades já atingiram o seu objectivo de reduzir
o consumo médio de 6,5 gramas de sal diário por habitante para 6 gramas (e
querem baixar mais). E nós, quanto consumimos? 12,5 gramas! O dobro! Não admira
que sejamos campeões de acidentes vasculares cerebrais. E nunca é demais
lembrar que esta é a primeira causa de morte. Bastaria que a indústria
alimentar e a restauração diminuíssem o sal para que as mortes - e incontáveis
situações incapacitantes - diminuíssem drasticamente. É claro que o Governo
também deveria ter um papel activo na regulação do uso do sal na panificação -
mas nada tem feito.
E a produção de alimentos naturais (pão, snacks, empadas,
etc) e os restaurantes de comida natural? Quando assumem a sua responsabilidade
neste problema? É certo que o sal integral é bem melhor que o refinado ou de
cozinha. Mas, aqui também há falhas, porque nem todos os restaurantes e
produtores de comida natural usam sal integral.
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